Uma incontestável prova de que tudo é possível quando existe vontade política é a compra da Brasil Telecom pela Oi.
A atual LGT (Lei Geral de Telecomunicações) proíbe essa operação devido à estrutura acionária de ambas as teles. Porém, como o setor de telecomunicações é considerado estratégico e o governo quer que exista uma grande tele nacional para fazer frente aos gringos (leia-se espanhóis – Telefônica/Vivo – e mexicanos – Carlos Slim e cia.), a operação ocorrerá. Não acho que o governo esteja errado, não. Temos que ter um grupo forte nesse setor. O enfoque do meu comentário é outro.
E a Oi está capitalizada. Ela tem dinheiro em caixa para isso. É só ver os números envolvidos na transação publicados na Folha Online. É um dinheirinho bom…
Tanta coisa errada nesse país e nada se faz. Cadê a vontade política quando se fala de segurança pública, tráfico de armas e drogas, prostituição infantil, desemprego, saúde, educação (de qualidade) e muitos outros problemas sociais?
Bom, voltando ao tema do post… Após a concretização da operação, a Oi terá um faturamento equivalente a 29,6% do total das operadoras (fixa, móvel, banda larga e TV por assinatura). Mesmo assim, o grupo espanhol (Telefônica/Vivo) ainda possuirá um faturamento um pouco maior (29,9%). Claro/Embratel (mexicanos) ficarão com 20,1% e a TIM com 12,1%. Isso provocará uma boa briga no setor, pois muda sensivelmente a configuração do mercado. Quem ganha com isso somos nós, claro, pois a concorrência forçará uma queda de preços, ainda mais agora com a chegada da 3ª geração de celulares.
Eu acredito que o impacto maior será nas tarifas de telefonia móvel, pois ainda dependemos da regulamentação de algumas alternativas tecnológicas para provocar uma briga maior na telefonia fixa (como o WiMax, por exemplo).